História da Laranja no Brasil
De todas as árvores frutíferas, uma das mais cultivadas no mundo é a laranjeira.
Nativa da Ásia, embora com controvérsias quanto ao local de origem, a fruta teria chegado à
Europa ainda na Idade Média, sendo saboreada, naquele período, apenas por imperadores, nobres e
eclesiásticos. No Brasil foi introduzida pelos portugueses no início do século XVI. A referência
mais antiga sobre a laranja no Brasil data de 1540 e aponta a ilha de Cananéia como o berço da
citricultura brasileira (“Laranja & Cia” e “A Laranja no Brasil”,
Hasse, SP, 1987).
Vários relatos antigos sobre o Brasil citam as laranjeiras em seus conteúdos, destacando a
qualidade e o sabor de nossos frutos como inigualáveis.
Saltando para o século XX, os anos 30 foram muito importantes para a laranja. A decadência do
café abriu espaço para o desenvolvimento da citricultura e nesta década a laranja já figurava como
um dos dez produtos mais importantes da exportação. Porém, com o advento da Segunda Guerra Mundial,
houve um bloqueio dos mercados importadores e a citricultura sentiu o seu primeiro impacto, que foi
superado com o término da guerra e com o retorno das exportações. Desde então, a laranja nunca mais
perdeu o seu espaço e a sua vital importância para a economia brasileira, em especial com a
instalação das indústrias processadoras de sucos.
País com características climáticas propícias ao desenvolvimento da laranja, o Brasil é hoje o
maior produtor e exportador de suco de laranja e de seus subprodutos do mundo. E isso graças a
esta fruta que tem tido suas áreas cultivadas cada vez mais desenvolvidas, com utilizações de
tecnologia de ponta, visando à manutenção da laranja brasileira no topo da preferência
mundial.
Mapa
ilustrativo da trajetória pelo mundo
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